quarta-feira, 11 de julho de 2012

GeForce GTX 690


Em um primeiro momento, a NVIDIA estava atrás na corrida dos chips gráficos. Entretanto, após lançar a primeira placa da nova geração, a companhia se empenhou em deixar a concorrência comendo poeira. Anunciada recentemente, a GeForce GTX 690 promete desempenho inigualável e o máximo de qualidade em games futuros.
Apesar de ser uma monstruosidade em questão de velocidade, a nova placa também custa um absurdo. Será que ela realmente vale o que é cobrado? O que existe no interior desta maravilha do processamento gráfico? As respostas para essas dúvidas e ainda as primeiras análises é o que resumimos neste artigo.
A fonte de poder quase infinito
Como você já deve ter conhecimento, a GeForce GTX 690 é a junção de dois chips gráficos GTX 680 com uma estrutura apropriada para realizar a conexão entre os processadores. Ela tem muitas semelhanças com a placa mais robusta da NVIDIA, todavia, ela se diferencia em muitos aspectos de outras placas de dois núcleos da fabricante.
 
Se comparada à GTX 590, a novíssima placa perdeu a ponte NF200 (a qual era responsável por conectar as GPUs em SLI). Esse item foi removido por se tratar de um componente desatualizado, o qual era compatível com o PCI Express 2.0, padrão incapaz de proporcionar a alta velocidade necessária para o funcionamento da recente GTX 690.
Agora, a placa de dois núcleos mais potente da NVIDIA conta com componentes PLX, mais especificamente modelos da série PEX 874x. Parece grego? Vamos traduzir. Essa placa requisita a presença de dispositivos compatíveis com o padrão PCI Express 3.0. Assim, em vez de criar uma solução do zero, a fabricante optou pela adoção de peças de terceiros.
 
Esses novos componentes da PLX oferecem 48 pistas para comunicação entre as GPUs e o barramento. Além disso, eles podem operar com baixas latências, algo próximo de 126 ns (nanossegundos).
As GPUs que equipam a GTX 690 têm a frequência reduzida para 915 MHz — quase 100 MHz a menos do que a unidade de processamento da GTX 680. Claro, se você precisar realmente de mais poder gráfico, a nova placa traz um recurso que pode elevar a frequência para 1.019 MHz.

Essa limitação na frequência foi imposta para que a placa pudesse operar com baixas temperaturas e obter um TDP de no máximo 300 watts. A arquitetura Kepler é muito eficiente, tanto que a “monstra” de dois núcleos exige apenas dois conectores de oito pinos, os quais conseguem entregar até 375 watts — muito mais do que a placa necessita.
Os processadores possuem barramentos de memória de 256-bits independentes, ou seja, eles podem trabalhar sem depender um do outro. Os barramentos conectam as GPUs a módulos de memória de 2 GB GDDR5, portanto, a memória total é de 4 GB. Cada módulo tem capacidade de transferir até 192 GB/s.
  
 

Um luxo para poucos
Como você pôde ver nos resultados dos benchmarks, a GeForce GTX 690 é uma placa extremamente potente. Contudo, tanto o site Tom’s Hardware quanto o AnandTech concluíram que não é compensador investir nesta placa.
Ainda que ela ofereça altíssimo desempenho aliado ao baixo consumo de energia e à reduzida emissão de ruídos, os resultados apresentados não chegam a ultrapassar o que é obtido pela associação de duas placas GTX 680 ou, em diversas situações, o que é possível atingir com uma combinação CrossFire de dois chips gráficosAMD Radeon HD 7970.
 
Além desses quesitos, existe outro fator que restringe a aquisição desta placa: a necessidade. Todo o desempenho oferecido por essa monstra só é realmente aproveitado em computadores que operem com a resolução de 2560x1600 pixels ou em configurações de 5760x1200 pixels. Portanto, ela é para poucos!
Por fim, é preciso levar em conta o preço, afinal, a NVIDIA exagerou ao cobrar mil dólares por uma placa com duas GPUs. Produtos de linhas anteriores com a mesma característica (dois núcleos de processamento gráfico) custavam em torno de 700 dólares na época de lançamento. Assim, pelo valor cobrado, vale mais a pena adquirir duas placas GTX 680.
Enfim, como você pôde ver, a nova aposta da NVIDIA é uma “monstra” poderosa capaz de superar outras configurações com facilidade. Entretanto, devemos levar em conta que a AMD ainda não lançou sua nova placa com dois processadores Radeon HD 7970. Vale ficar atento às notícias, pois a briga vai ser ferrenha e nós, consumidores, sempre vamos ganhar com isso. Quais foram suas impressões sobre o novo produto?


fonte http://www.tecmundo.com.br/nvidia/23178-geforce-gtx-690-por-dentro-da-placa-de-video-mais-poderosa-do-momento.htm


Novos processadores ivy bridge

intel finalmente colocou no mercado os novos processadores ivy bridge, que correspondem à terceira geração dos chips iX (i3, i5 e i7). Desde o dia 23 de abril, as fabricantes de notebooks e computadores já estão vendendo os aparelhos com a novidade em vários países – mas ainda deve demorar um pouco até a chegada deles ao Brasil.
Fabricados com processos de 22 nanômetros, eles podem ser uma nova revolução no mundo dos chips. Ao mesmo tempo, muitos afirmam que se trata apenas de uma atualização dos processadores Sandy Bridge. Saiba tudo sobre eles e descubra se vale a pena investir algum dinheiro na nova geração da Intel.

X, S, QM, 

Você pode saber exatamente o que apresenta cada um dos novos processadores sem precisar ver as especificações deles. Isso é possível graças às nomenclaturas aplicadas a todos eles. Como sempre, i3, i5 ou i7 representam a linha do chip. Em seguida vem o número “3”, que representa a terceira geração dos processadores Intel Core. Ao final disso, você pode ver algumas letras. Confira o que elas significam:
  • X: Extreme Edition;
  • Q: quad-core;
  • QM: quad-core mobile;
  • S e T: baixa tensão;
  • K: overclock desbloqueado.
No primeiro momento, não serão lançadas versões dual-core. Isso deve ser uma estratégia da Intel para influenciar as vendas dos chips mais poderosos e também para acabar com os estoques dos processadores Sandy Bridge (que devem ter o preço reduzido).
 

O que esperar?

Quando os Ivy Bridge foram anunciados pela Intel, surgiram diversas promessas acerca das possibilidades que seriam oferecidas. Como acontece com todas as gerações, o mínimo que os consumidores esperam é mais velocidade no processamento das tarefas. E de acordo com a própria Intel, o aumento de desempenho em relação à geração anterior pode girar em torno de 7%.
Pouca diferença no processamento central
A parte gráfica recebeu avanços bem mais significativos. A Intel apresentou resultados de benchmarks com os Ivy Bridge e Sandy Bridge e mostrou que a nova geração consegue processar gráficos com muito mais velocidade. Graças à nova gpu HD Graphics 4000, os resultados podem ser até 105% superiores.
Outro ponto que todos esperavam está na eficiência energética. Com apenas 22 nanômetros, o Ivy Bridge consegue aproveitar muito melhor a energia elétrica aplicada aos transistores, o que é perfeito para sistemas portáteis – pois pode aumentar consideravelmente a autonomia das baterias.

Processamento 3D

Tradicionalmente, os processadores realizam transferências de impulsos elétricos por seus transistores de maneira bidimensional. Isso acontece porque eles são dispostos em uma única superfície plana. O problema é que quanto mais condensados em espaços pequenos, mais difícil é controlar a dissipação de eletricidade.
Ótimos resultados 
Os chips Ivy Bridge apresentam a tecnologia tri-gate, que vai aplicar uma nova camada de transistores ao sistema – tornando-o “tridimensional” e permitindo mais controle, mesmo com os apenas 22 nm. Com isso, os impulsos elétricos não serão enviados para apenas uma superfície, facilitando a troca de informações e melhorando a eficiência energética e a velocidade do chip.
As principais vantagens dos transistores Tri-Gate foram apontadas pelo site BBC. O vazamento de energia é reduzido a quase zero, pois os transistores podem ser ativados e desativados até 100 bilhões de vezes em apenas um segundo. Além disso, é possível carregar as mesmas informações com menos energia (eficiência) e isso custa apenas 2% ou 3% a mais para os fabricantes.

Novo soquete? Não desta vez

Como o The Verge deixou bem claro, você não precisa comprar uma nova placa-mãe para instalar o Ivy Bridge – desde que a sua já seja compatível com os processadores Sandy Bridge –, pois os novos chips são conectados ao soquete LGA-1155. Mas isso não significa que ele vá funcionar com o máximo de suas possibilidades.

Os Ivy Bridge possibilitam a utilização de conexões USB 3.0, PCIe 3.0 e, possivelmente, Thunderbolt. Mas para isso ser possível, a placa-mãe precisa ter suporte para o chipset Panther Point – algo que as mais antigas não oferecem. Por isso, quem continuar com a mesma placa poderá desfrutar de mesma velocidade, mas não dos mesmos recursos.

Tech Report

Segundo o Tech Report, existe um avanço visível entre as duas gerações de processadores. O Core i7-3770K está um pouco mais rápido do que o 2600K, custando o mesmo preço. Mas vale dizer que a melhoria não representa nada grandioso, parecendo mais uma atualização. A maior melhoria é realmente na eficiência energética.
O site conclui dizendo que é interessante ver os resultados oferecidos pelos novos chips de 22 nanômetros, mas que não vale a pena trocar se você já tiver um Sandy Bridge. Também é dito que o real impacto deve ser percebido no mercado de computadores portáteis – devido ao aumento na autonomia de bateria.

Anand Tech

Caso o avanço em relação à geração anterior fosse inferior aos 40%, os consumidores ficariam frustrados, segundo o Anand Tech. Em relação ao desempenho da CPU, o progresso foi bem humilde e não parece ser o bastante para um upgrade em computadores que possuem a segunda geração dos Intel Core iX. Por outro lado, a GPU oferece resultados bem melhores.
Conversão de vídeo (Fonte da imagem: Reprodução/Intel)
Outro ponto que merece destaque é a codificação de filmes. O site revelou que converteu um filme de 130 minutos em 1080p para o formato do iPad em apenas 7 minutos, sem apresentar impacto no desempenho da CPU. Mais uma vez, foi dito que os consumidores com computadores portáteis devem sentir muito mais diferença do que os proprietários de desktops – devido também ao melhor aproveitamento energético.

Tom’s Hardware

Mais direto do que os outros sites, o Tom’s Hardware é claro ao dizer: “Não há razão para trocar um processador high-end Sandy Bridge por um high-end Ivy Bridge”. A análise diz que é óbvio que existe um avanço significativo no processamento gráfico, mas ainda assim seria necessário comprar uma placa de vídeo para rodar jogos mais pesados com gráficos mais detalhados, e não com a qualidade reduzida.
Quanto à redução no consumo de energia elétrica, o Tom’s Hardware diz que isso só seria realmente visível na presença de um sistema extremo de refrigeração. Para terminar, o site afirma que o upgrade só é necessário para quem possui versões antigas de processadores, citando o Intel Core 2 Duo e o Phenom da AMD.

Hard|OCP

“O novo Ivy Bridge é certamente uma vitória... Para a Intel”. Assim disse o Hard|OCP, que afirma que o novo processador permite que a fabricante produza e estoque mais processadores em menos tempo e espaço. O site também afirma que os consumidores comuns são os que mais vão sentir diferença no desempenho, o que fará as vendas serem elevadas.
 
Contudo, o Hard|OCP é enfático ao dizer que analisar o Ivy Bridge com olhos de entusiasta não gera muito otimismo. Da mesma forma que o Tom’s Hardware, o Hard|OCP diz que quem procura desempenho gráfico para jogos de última geração vai precisar de uma placa de vídeo muito mais robusta. Por fim, o veredicto que todos já haviam dado: novos sistemas devem ser montados com o Ivy Bridge, mas um upgrade a partir do Sandy Bridge não é necessário.
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Você está disposto a comprar um novo processador Intel Core Ivy Bridge? Ainda não há previsão para a chegada deles ao Brasil, mas se seguir os padrões internacionais, ele chegará por aqui pelo mesmo preço da geração anterior. Com isso, vale o que os sites internacionais já disseram: os processadores Ivy Bridge mais parecem uma atualização do que um novo hardware