Em um
primeiro momento, a NVIDIA estava atrás na corrida dos chips gráficos.
Entretanto, após lançar a primeira placa da nova geração, a companhia se
empenhou em deixar a concorrência comendo poeira. Anunciada recentemente, a GeForce GTX 690 promete desempenho
inigualável e o máximo de qualidade em games futuros.
Apesar de
ser uma monstruosidade em questão de velocidade, a nova placa também custa um
absurdo. Será que ela realmente vale o que é cobrado? O que existe no interior
desta maravilha do processamento gráfico? As respostas para essas dúvidas e
ainda as primeiras análises é o que resumimos neste artigo.
A fonte
de poder quase infinito

Como você
já deve ter conhecimento, a GeForce GTX 690 é a junção de dois chips gráficos
GTX 680 com uma estrutura apropriada para realizar a conexão entre os
processadores. Ela tem muitas semelhanças com a placa mais robusta da NVIDIA,
todavia, ela se diferencia em muitos aspectos de outras placas de dois núcleos
da fabricante.

Se
comparada à GTX 590, a novíssima placa perdeu a ponte
NF200 (a qual era responsável por conectar as GPUs em SLI). Esse item foi
removido por se tratar de um componente desatualizado, o qual era compatível
com o PCI Express 2.0, padrão incapaz de proporcionar a alta velocidade
necessária para o funcionamento da recente GTX 690.
Agora, a
placa de dois núcleos mais potente da NVIDIA conta com componentes PLX, mais
especificamente modelos da série PEX 874x. Parece grego? Vamos traduzir. Essa
placa requisita a presença de dispositivos compatíveis com o padrão PCI Express 3.0. Assim, em vez de criar uma
solução do zero, a fabricante optou pela adoção de peças de terceiros.

Esses
novos componentes da PLX oferecem 48 pistas para comunicação entre as GPUs e o
barramento. Além disso, eles podem operar com baixas latências, algo próximo de
126 ns (nanossegundos).
As GPUs
que equipam a GTX 690 têm a frequência reduzida para 915 MHz — quase 100 MHz a
menos do que a unidade de processamento da GTX 680. Claro, se você precisar
realmente de mais poder gráfico, a nova placa traz um recurso que pode elevar a
frequência para 1.019 MHz.
Essa
limitação na frequência foi imposta para que a placa pudesse operar com baixas
temperaturas e obter um TDP de no máximo 300 watts. A
arquitetura Kepler é muito eficiente, tanto que a
“monstra” de dois núcleos exige apenas dois conectores de oito pinos, os quais
conseguem entregar até 375 watts — muito mais do que a placa necessita.
Os
processadores possuem barramentos de memória de 256-bits independentes, ou
seja, eles podem trabalhar sem depender um do outro. Os barramentos conectam as
GPUs a módulos de memória de 2 GB GDDR5, portanto, a memória total é de 4 GB.
Cada módulo tem capacidade de transferir até 192 GB/s.
Um luxo
para poucos
Como você
pôde ver nos resultados dos benchmarks, a GeForce GTX 690 é uma placa extremamente
potente. Contudo, tanto o site Tom’s Hardware quanto o AnandTech concluíram que
não é compensador investir nesta placa.
Ainda que
ela ofereça altíssimo desempenho aliado ao baixo consumo de energia e à
reduzida emissão de ruídos, os resultados apresentados não chegam a ultrapassar
o que é obtido pela associação de duas placas GTX 680 ou, em diversas
situações, o que é possível atingir com uma combinação CrossFire de dois chips
gráficosAMD Radeon HD 7970.

Além
desses quesitos, existe outro fator que restringe a aquisição desta placa: a
necessidade. Todo o desempenho oferecido por essa monstra só é realmente
aproveitado em computadores que operem com a resolução de 2560x1600 pixels ou
em configurações de 5760x1200 pixels. Portanto, ela é para poucos!
Por fim,
é preciso levar em conta o preço, afinal, a NVIDIA exagerou ao cobrar mil dólares
por uma placa com duas GPUs. Produtos de linhas anteriores com a mesma
característica (dois núcleos de processamento gráfico) custavam em torno de 700
dólares na época de lançamento. Assim, pelo valor cobrado, vale mais a pena
adquirir duas placas GTX 680.
Enfim,
como você pôde ver, a nova aposta da NVIDIA é uma “monstra” poderosa capaz de
superar outras configurações com facilidade. Entretanto, devemos levar em conta
que a AMD ainda
não lançou sua nova placa com dois processadores Radeon HD 7970. Vale ficar
atento às notícias, pois a briga vai ser ferrenha e nós, consumidores, sempre
vamos ganhar com isso. Quais foram suas impressões sobre o novo produto?
fonte http://www.tecmundo.com.br/nvidia/23178-geforce-gtx-690-por-dentro-da-placa-de-video-mais-poderosa-do-momento.htm
fonte http://www.tecmundo.com.br/nvidia/23178-geforce-gtx-690-por-dentro-da-placa-de-video-mais-poderosa-do-momento.htm
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